Lady Scheila acha muito triste.

Acho de uma finesse inenarrável referir-se a si próprio através da terceira pessoa do singular, uma pequena façanha da lingua portuguesa que podemos usar para darmos a ideia de que algum lacaio está fazendo algo para você. E na verdade, está. Albert, antes Alberto, hoje só Albert, para se encaixar perfeitamente na cultura britânica, está escrevendo no meu MacBook comprado a vista (gosto de reforçar este ponto) enquanto eu estou languida e deitada em minha cama.

Hoje, comentarei uma notícia que me deixa muito triste.

Acho muito triste da parte destas pessoas que gosto de chamar de wannabe-hasbeens-celebs (procure em seu dicionário de inglês o significado, pois não sou obrigada a trabalhar como tradutora para você) irem a eventos de alta classe para que possam ser retratados em sites que se contentam em exibir notícias sem a menor finesse.

Também acho da menor finesse ter cabelos que não estejam dentros dos padrões britânicos da realeza. Cabelos de cor arroxeada me lembram influências africanas que por sua vez me lembram o sofrimento dos meus serventes ao limpar cada farináceo frito que aparece em pequenos potes feitos de barro na porta das grades de minha mansão. É algo de que prefiro não lembrar, pois já tive que passar pelo desagradável ato de demitir meu último mordomo por esquecer de limpar seus joelhos apos ficar numa posição animal limpando aquela sujeira.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=iLoes7ZoRII[/youtube]

Também acho de extrema infelicidade uma mãe nomear suas filhas de nomes como os a seguir: Sarah Sheeva, Nãna Shara e Zabelê. Exatamente por este motivo que não mantenho contato com a mulher que um dia me pariu, me amaldiçoando com o nome de Wellyngton. Hoje, pela graça dos cosmos, tenho o nome de Lady Scheila, que meu dinheiro também pode comprar.

Mas isto é papo para um chá da tarde, por enquanto desliga essa merda e vem aqui me fazer uma massagem Alfred, caralho de empregado inútil, depois vem me pedir pra pagar o tratamento de câncer da corna da sua mãe.

Com muita finesse, porque carinho é coisa de pessoa desbastada, Lady Scheila.

UM PEQUENO NOVO DETALHE, que só atinei neste momento.

Lady Barbara, uma fina amiga minha de anos que toma seu chá negro (que me trás mas lembranças) comigo a cada semana me lembrou que Sarah Sheeva um dia se chamou Riroca, o que me trás lembranças de minha vida passada, quando era um ser masculino e fálico que provia cana no canavial.



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